Quando o preço do combustível varia, o trânsito trava os veículos e os prazos de entrega ficam mais apertados, a atenção geralmente se volta apenas para custo e prazo. Mas há um item que também precisa entrar nessa conta: a pegada de carbono.
Ela aumenta em escolhas aparentemente pequenas. Se um caminhão roda quase vazio, se uma rota mantém o veículo preso em um congestionamento ou se o armazém gasta energia além do necessário, o impacto se soma e aparece tanto nas emissões quanto no custo da operação.
Uma forma para lidar com isso é tratar o carbono como um indicador de desempenho. Ferramentas de telemetria, rastreamento em tempo real e planejamento de coletas permitem acompanhar a ocupação de veículos, quilômetros rodados e consumo de combustível.
O que é a pegada de carbono na logística e como medi-la?
A pegada de carbono representa a soma das emissões de gases de efeito estufa associadas às atividades humanas. No setor logístico, ela inclui desde o consumo de combustível nos transportes até a energia utilizada em armazéns e centros de distribuição.
A medição dessas emissões pode ser feita com base em padrões internacionais, como o GHG Protocol, que classifica as emissões em três escopos:
- Escopo 1: abrange fontes diretas, como a queima de combustível nos veículos
- Escopo 2: considera a energia elétrica adquirida
- Escopo 3: mais complexo, envolve toda a cadeia de suprimentos.
Um estudo recente, You Carbon Streps, mostra que o Escopo 3 pode representar mais de 70% das emissões totais em empresas de transporte, tornando-se um ponto de atenção para uma logística sustentável.
Ferramentas digitais de monitoramento e relatórios de transporte são cada vez mais usadas para medir a pegada de carbono. Com isso, gestores conseguem acompanhar dados de consumo, emissões e rotas, transformando informações em planos de ação.
Otimização de rotas: eficiência que reduz emissões e custos
A otimização de rotas é uma das formas mais diretas de reduzir a pegada de carbono na logística. Ao planejar deslocamentos de forma inteligente, diminuem-se o tempo gasto em trânsito, o consumo de combustível e, consequentemente, a emissão de carbono.
O uso de algoritmos de planejamento e de Big Data já permite prever congestionamentos, identificar trechos mais rápidos e até reagendar entregas de acordo com as condições do tráfego.
Segundo Amy Avalos, especialista em logística e Chief Sustainability Officer da World Kinect, uma multinacional que fornece soluções de energia e serviços de transporte, a empresa realizou um estudo com sua frota de 750 caminhões.
O objetivo foi testar como sensores IoT e conectividade 5G poderiam fornecer dados em tempo real para otimizar rotas, prever congestionamentos e ajustar entregas conforme o trânsito.
Com essas informações, a empresa conseguiu reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases de efeito estufa, gerando economia e impactos ambientais positivos ao mesmo tempo.
No Brasil, o uso de soluções de gestão de transporte como as da NDD já viabiliza a integração de informações para consolidar rotas mais inteligentes, com rastreamento em tempo real e controle detalhado de desempenho da frota.
A importância da gestão de frota e da consolidação de cargas
A gestão de frota é outro fator estratégico na busca por uma logística verde. Monitorar a manutenção de veículos, acompanhar índices de consumo e substituir modelos antigos por opções mais econômicas são medidas que reduzem as emissões de carbono e os custos operacionais.
A digitalização amplia o controle sobre cada veículo, permitindo a identificação de falhas de desempenho e o planejamento de manutenções preventivas. Esse acompanhamento evita desperdícios de combustível e aumenta a vida útil dos ativos.
Outro aspecto fundamental é a consolidação de cargas. Transportes com veículos parcialmente carregados aumentam emissões sem necessidade. Quando há planejamento para consolidar volumes em menos viagens, há ganho de eficiência operacional e redução direta da pegada de carbono.
A gestão de fretes da NDD é um recurso que torna essa estratégia viável no dia a dia, permitindo ao embarcador ter mais controle sobre custos e impacto ambiental.
Como a tecnologia e os dados apoiam uma logística mais verde
A transição para uma logística sustentável depende cada vez mais do uso inteligente de dados. Plataformas integradas permitem cruzar informações de transporte, entregas e fretes para gerar indicadores confiáveis sobre consumo e emissões.
Ao implementar rotas otimizadas e consolidar cargas de forma estratégica, muitas empresas conseguem reduzir significativamente as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações.
O uso de tecnologia e dados nesse processo permite monitorar o desempenho, identificar oportunidades de economia de combustível e ajustar decisões em tempo real, mostrando que a logística pode se tornar um importante vetor da sustentabilidade.
Empresas que integram dados em suas operações também ampliam a conformidade com as políticas de ESG. O acompanhamento detalhado da emissão de carbono fortalece a transparência e ajuda na comunicação com stakeholders.
A gestão de entregas da NDD, por exemplo, conecta eficiência operacional e responsabilidade ambiental, permitindo que embarcadores e transportadoras avancem em metas de sustentabilidade.
Para quem busca integrar indicadores ESG no processo, vale conhecer também a visão da NDD sobre ESG na cadeia logística.
Outro ponto relevante é a mensuração de emissões indiretas, conhecidas como Escopo 3, que podem representar a maior parte das emissões totais de uma empresa. Essa informação mostra como a integração de tecnologias que rastreiam toda a cadeia logística é importante para reduzir impactos ambientais de forma significativa.
Reduzir a pegada de carbono na logística não é apenas uma ação ambientalmente responsável, é também uma estratégia que fortalece a competitividade.
Com o suporte de tecnologia e dados, empresas podem diminuir custos, atender a demandas regulatórias e responder a expectativas crescentes de consumidores e parceiros.
E você, já considerou como seus processos podem evoluir para se tornarem parte dessa transformação em direção a uma logística mais verde? Entre em contato com o nosso time!