Split Payment é um dos assuntos de maior destaque quanto às mudanças trazidas pela reforma tributária. Compreender o significado e a aplicação deste conceito é fundamental para começar a partir de agora o planejamento fiscal que deve ser realizado pelas empresas.
Aproveite este conteúdo e compartilhe com mais pessoas que desejam entender as transformações que se aproximam com a reforma tributária no Brasil.
Split Payment: O que é e como funciona?
Traduzindo este termo relacionado à reforma tributária, Split Payment significa “pagamento dividido”. Trata-se de um modelo de arrecadação de impostos já aplicado nos Estados Unidos, Itália, Polônia, Romênia e em outros países.
Basicamente, ele consiste em um mecanismo onde já no momento do pagamento da transação, parte do valor relacionado aos impostos que incidem sobre o consumo serão destinados ao fornecedor e ao fisco, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, como mencionado aqui neste vídeo em que abordamos detalhes sobre o Split Payment.
Como o Split Payment impacta as transações financeiras
O split payment proposto na reforma tributária tem potencial para agilizar e simplificar o recolhimento de impostos, que poderá ocorrer de forma automática em cada transação financeira entre compradores e fornecedores.
É interessante lembrar que uma das mudanças definidas pela reforma tributária é o IVA DUAL. Ou seja, o Split Payment tem como referência esse novo cenário.
As principais mudanças nos impostos dizem respeito aos 5 tributos que incidem sobre o consumo no Brasil. São eles: PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS. Com a reforma tributária, eles serão gradativamente substituídos considerando o modelo IVA DUAL, o qual é o Imposto de Valor Agregado.
Nesse novo formato, o PIS, COFINS e IPI parcial serão substituídos pelo CBS (Contribuição Sobre Bens e Serviços), que ocorre no âmbito federal. Já os impostos ICMS e ISS serão substituídos pelo IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços), abrangendo as esferas estadual e municipal.
Split Payment e a segurança na arrecadação tributária
Uma das características essenciais quanto à estruturação do Split Payment no Brasil é maior eficiência, transparência e confiabilidade no processo de arrecadação. Isso acontece pelo fato de o sistema fiscal se tornar menos suscetível a erros, fraudes e tentativas de sonegação que prejudicam as empresas e o governo.
Split Payment e a reforma tributária: mudanças e impactos
Um dos objetivos da reforma tributária é colocar em prática o Split Payment de uma maneira eficiente em termos de arrecadação e, ao mesmo tempo, não gerar entraves ao desenvolvimento das empresas.
Neste caminho, é interessante ficar por dentro dos principais impactos e mudanças que atuam diretamente no planejamento estratégico e na gestão diária das empresas de todos os segmentos.
O papel do Split Payment na simplificação do sistema tributário
Atualmente, o pagamento dos impostos que incidem sobre o consumo é feito posteriormente à transação comercial. Este fator aumenta os riscos de fraudes, atrasos quanto aos pagamentos e até mesmo sonegações.
O Split Payment simplifica este processo, pois a partir do momento que os valores de impostos são automaticamente separados e destinados ao fisco, ocorre o cumprimento imediato da obrigação financeira junto ao governo.
Os impactos do Split Payment no fluxo de caixa das empresas
Por mais que o Split Payment em termos de Receita Federal seja simplificado, é natural que as empresas enfrentem desafios no que diz respeito ao fluxo de caixa devido ao pagamento imediato dos impostos, que será feito em cada transação comercial.
Portanto, é fundamental que os gestores das áreas contábil, fiscal e tributária estejam atentos a este fator e façam os alinhamentos necessários junto à área financeira da empresa.
Split Payment e a transparência fiscal para o consumidor
O modelo de pagamento dividido contribui para que os consumidores tenham maior clareza dos valores pagos em impostos no momento da compra. Essa transparência favorece a qualidade das relações comerciais e transmite maior segurança aos cidadãos.
Split Payment: desafios e perspectivas futuras
No que diz respeito ao Split Payment, é fundamental considerar os desafios inerentes a este modelo e as perspectivas com relação às mudanças que se aproximam com a reforma tributária começando em 2026. Vamos ver os principais pontos a considerar no que se refere a esses dois fatores.
Os desafios da implementação
Toda mudança gera desconforto. Neste contexto, principalmente as empresas podem enfrentar algumas desvantagens iniciais quanto à implementação do Split Payment em razão da retenção automática dos tributos. São elas:
- Complexidade na apuração de créditos fiscais;
- Adaptação de sistemas e processos;
- Planejamento quanto ao fluxo de caixa e disponibilidade de capital de giro;
- Constante alinhamento dos setores fiscal, contábil, tributário e financeiro;
- Necessidade de infraestrutura tecnológica;
- Custos adicionais quanto à atualização e manutenção de uma infraestrutura tecnológica atuante na divisão automática dos valores a serem pagos em impostos.
O futuro do Split Payment no Brasil
Já adotado por diferentes países, é inegável a importância do Split Payment no contexto da reforma tributária brasileira. Entretanto, este modelo continua em discussão quanto às regras que deverão ser adotadas pensando na assertividade imprescindível para as empresas e também para os órgãos governamentais.
Ainda que as mudanças sejam promissoras, é fundamental que as empresas estejam preparadas para os desafios e adotem as ações necessárias para uma adaptação gradativa a esta e demais mudanças que ocorrerão nos próximos anos.
É preciso lembrar que a reforma tributária começará a vigorar em 2026 e as mudanças serão implementadas de forma gradativa até 2032. Por isso, o planejamento precisa começar agora para evitar contratempos.
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