A inteligência artificial e inovação já estão mudando a forma como os provedores de outsourcing entregam valor aos clientes. No terceiro episódio do podcast Encontro de Mercado by NDD, Paulo Theophilo conversa com Gil Giardelli sobre tecnologia, robótica, criatividade e as habilidades necessárias para acompanhar um mercado em rápida transformação.
A discussão interessa especialmente a quem atua com outsourcing de impressão, dispositivos e serviços gerenciados. Nesse contexto, o setor também começa a superar uma atuação puramente reativa. Na prática, os provedores utilizam monitoramento contínuo, automação e análise de dados para antecipar problemas, otimizar recursos e apoiar as decisões dos clientes.
Inteligência artificial e inovação: uma mudança de perspectiva
Gil Giardelli é professor, futurista e roboticista. Ao longo do episódio, ele compartilha experiências adquiridas durante o acompanhamento de diferentes ondas tecnológicas, dos primeiros computadores e da internet ao avanço da inteligência artificial e da robótica.
A principal provocação é simples: as empresas não devem apenas aprender a usar ferramentas de IA. Mais do que isso, elas precisam compreender como essa tecnologia modifica processos, modelos de negócio e relações de trabalho.
Para um provedor de outsourcing, essa reflexão é estratégica. A tecnologia pode ser aplicada para automatizar chamados, analisar indicadores, prever falhas e melhorar a experiência do cliente. Entretanto, os melhores resultados dependem de objetivos bem definidos.
Sem uma necessidade clara, uma nova ferramenta pode ser adotada sem produzir impacto relevante. Por outro lado, quando o provedor conecta a IA aos dados da operação, sua equipe consegue tomar decisões mais rápidas e precisas.
O que o futuro reserva para o outsourcing?
Ao longo da conversa, Gil apresenta exemplos de carros autônomos, robôs humanoides, agentes digitais e computação quântica.
Esse cenário também alcança os serviços gerenciados. Impressoras, computadores e outros dispositivos passaram a gerar dados que podem ser usados para reduzir custos, ampliar a disponibilidade e sustentar decisões de negócios.
Assim, o provedor de outsourcing pode evoluir de uma posição operacional para uma atuação mais consultiva. O diferencial deixa de ser apenas resolver uma falha. Passa a ser antecipar riscos, identificar oportunidades e demonstrar resultados.
O NIST reúne referências sobre inteligência artificial, gestão de riscos e uso responsável da tecnologia. Já a OCDE acompanha os impactos da transformação digital nos negócios e no trabalho.
Inteligência artificial e inovação dependem de pessoas
Outro ponto marcante do episódio é a importância da curiosidade, do repertório cultural e da aprendizagem contínua.
Embora a inteligência artificial entregue respostas em poucos segundos, o profissional ainda precisa avaliar a qualidade e a relevância dessas informações.
No outsourcing, essa capacidade é fundamental, porque um sistema pode indicar que um equipamento está indisponível. Porém, é a análise humana que determina o impacto da falha na operação do cliente e qual ação deve ser priorizada.
Além disso, equipes diversas tendem a encontrar soluções mais criativas. Quando profissionais de tecnologia, atendimento, operações e negócios colaboram, diferentes perspectivas são consideradas.
Uma reflexão sobre inovação para provedores
O episódio também questiona o uso automático da tecnologia. Para Gil, empresas e profissionais precisam evitar que ferramentas generativas substituam o pensamento crítico e o repertório humano.
Além disso, essa preocupação se aplica diretamente aos provedores de outsourcing. Automatizar processos é importante, mas a automação precisa ser acompanhada por supervisão, ética e propósito.
A gestão inteligente de dispositivos já combina monitoramento, inventário automatizado, indicadores, manutenção preditiva e automação de rotinas. O próximo passo será integrar cada vez mais esses recursos à inteligência artificial.
Por isso, o provedor que se prepara hoje poderá oferecer serviços mais eficientes, previsíveis e alinhados aos objetivos dos clientes.
“Não use velhos mapas para descobrir novas terras”
Na parte final do bate-papo, Gil apresenta uma frase que resume o espírito do episódio:
“Não use velhos mapas para descobrir novas terras.”
Em tempos de mudanças aceleradas, os modelos antigos nem sempre são suficientes. Novas demandas exigem novas referências, experimentação e disposição para aprender.
Para os provedores de outsourcing, a mensagem é especialmente relevante. O mercado está sendo transformado por dados, automação e inteligência artificial. Portanto, acompanhar essa evolução não significa apenas adquirir tecnologia. Significa repensar processos, serviços e formas de gerar valor.
Assista ao episódio completo
O terceiro episódio do Encontro de Mercado by NDD apresenta uma conversa acessível e provocadora sobre o futuro da tecnologia e dos negócios.
Se você atua como provedor de outsourcing, esse episódio pode ajudar a refletir sobre os próximos passos do setor e sobre como preparar sua operação para um cenário mais conectado, automatizado e estratégico.
▶️ Para aprofundar essa discussão, assista ao episódio completo no YouTube
A inovação já está transformando o outsourcing. A questão é: seu negócio está preparado para acompanhar essa mudança?